Repensar o modelo educacional foi o principal tema discutido, durante o Seminário Diálogos sobre Gestão da Educação, em Itajaí, nesta terça-feira (20). Cerca de 300 pessoas entre gestores, educadores e autoridades participaram do encontro promovido pela FIESC, por meio do Movimento Santa Catarina pela Educação.

Na abertura, o vice-presidente regional da FIESC Maurício César Pereira ressaltou que “alcançar níveis elevados de qualidade na educação passa necessariamente por uma boa gestão e que novos tempos exigem novas posturas nas escolas”.

Dados sobre a educação no Brasil também foram apresentados no seminário pelo assessor do Movimento, Antônio José Carradore, que mostrou que apenas 54,3% dos alunos que iniciam o ensino fundamental, concluem o ensino médio. Ele ainda enfatizou que o mundo está cada vez mais complexo e dinâmico e, por isso, a necessidade de uma rápida inovação nos modelos educacionais e de negócios.

“Pelo menos 65% das crianças executarão ocupações que ainda não existem. E como vamos preparar essa geração? Como formá-los para estar incluídos neste cenário? Esses são os desafios que temos pela frente”, afirma Carradore.

gestao-educacional-1De cada 20 brasileiros que começam o ensino fundamental no Brasil, apenas um termina o ensino médio com nível esperado de matemática e português. O modelo das escolas para o século XXI e melhoraria da qualidade de ensino foi abordado pelo consultor do Movimento Santa Catarina pela Educação e diretor de inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos.

“Precisamos formar bons gestores educacionais, com inovação e de acordo com as transformações que estamos vivendo. E isso, deve ser feito desde a universidade”, destacou.

No Brasil apenas 2% dos acadêmicos querem ser professores, enquanto que em países desenvolvidos, ser professor é um orgulho e isso reflete em índices bem maiores.

Para Mozart Neves Ramos, “se a universidade é o apoio dessa formação, então é preciso reavaliar e apoiar os professores para essas mudanças, não somente no âmbito pedagógico, mas na formação de bons gestores, com atualização continuada. São elementos que devem nortear essa mudança, em prol da qualidade da educação no novo século”.

Mozart ainda defende as escolas em tempo integral para melhorar a educação, com desenvolvimento de novas habilidades para educadores e alunos. Um levantamento feito com crianças que permanecem na escola em tempo integral mostrou que 44% têm maiores chances de concluir os estudos.

“O mundo de hoje quer pessoas colaborativas, com inovação, autonomia, criatividade. Não basta mais formar um médico competente ou um engenheiro competente porque nós precisamos de profissionais com atitude colaborativa e inovação. Isso tudo faz parte desse impacto na nova gestão”, concluiu.

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fonte: Noticiaja.com

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