Os vereadores deixaram de votar ontem proposta que institui a nova forma de tramitação de projetos da construção civil na prefeitura.

Esse projeto foi explicado aos vereadores pessoalmente pelo prefeito e o corpo técnico da prefeitura em 2 de agosto.

A aprovação de projetos por parte da prefeitura está semiparalisada desde o começo do ano à espera das novas regras que nem o prefeito Fabrício Oliveira e nem os vereadores parecem ter pressa em definir.

Enquanto isso quem quer construir, seja uma obra modesta ou um grande edifício, tem que esperar.

Algumas construtoras menores pararam por falta de projetos e demitiram seus trabalhadores.

As grandes terão que demitir ou investir em outras cidades porque sem lançar novos empreendimentos não conseguirão manter o giro dos seus negócios.

Há projetos de construtoras que estão na Câmara de Vereadores para avaliar o impacto de vizinhança desde o começo do ano, sem solução.

O Plano Diretor, marco que regulamenta a ocupação, o uso do solo e o desenvolvimento da cidade de maneira global estava na Câmara, foi retirado pelo Executivo que desejava uma nova rodada de audiências públicas que nunca iniciaram.

Com previsão de ter sido revisto em 2013, o Plano Diretor entrará em 2018 sem conclusão.

O prefeito não tem interlocução nem controle sobre sua bancada na Câmara.

E os vereadores em geral não têm compromisso com o que é relevante para a cidade.

Eles retardam a votação de duas dezenas de projetos que trariam reflexos positivos para a sociedade, preferem discutir nomes de ruas.

Ontem deixaram de votar mudanças no Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) assunto que interessa a todos os proprietários e ao próprio prefeito que precisa de dinheiro para aliviar o caixa do município.

Outro exemplo: tramita na Câmara sem solução desde abril o projeto que institui o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas.

Não existe disposição para o trabalho, critério de relevância e nem respeito por quem produz, gera emprego e riqueza.

Fonte: Pagina 3

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