O vereador Omar Tomalih está de saída da Câmara. Na próxima semana ele tomará posse oficialmente como Secretário de Articulação, mas deixa aos colegas um projeto controverso para deliberação.

Ele acaba de protocolar proposta de incluir a Marcha para Jesus no calendário oficial do município. Coincidentemente Omar sugere que a Marcha aconteça em novembro, época em que é realizada a Parada da Diversidade, evento de orgulho LGBT combatido por motivações religiosas.

“Em momentos de deturpação dos valores morais, éticos e civis, os ensinamentos Cristãos são de grande valia para a retomada do discernimento sobre o que é considerado certo e errado no mundo. Balneário Camboriú é uma cidade com grande concentração de cristãos, e parte destes a solicitação da elaboração deste projeto de lei. Por ser garantido pela constituição o direito a liberdade de crença e de expressão, e pelos justos motivos apresentados, solicito aos demais Parlamentares desta casa a aprovação do presente Projeto de Lei”, justifica o vereador.

Omar é advogado e está no seu primeiro mandato, mas participou ativamente da política em Uruguaiana (RS), sua cidade natal.

Ele entrou para a política municipal a convite do agora prefeito Fabrício Oliveira. Os dois se conheceram na igreja, uma fonte importante de apoio para sua rápida carreira local na política.

Omar se mudou para Balneário em 2009 e mesmo com pouco tempo na cidade, na primeira vez que se candidatou, em 2012, pelo PSDB, recebeu 474 votos. Em 2016 ele foi eleito com 1.086 votos.

Em seu primeiro ano como vereador Omar tem apresentado, entre outros temas, propostas alinhadas com seu pensamento religioso. Além da Marcha Para Jesus ele também apresentou projeto instituindo a frente parlamentar de Proteção à Vida e à Família (que permite articulação com entidades militares e eclesiásticas para abordagem do assunto) e outro criando a Semana da Cultura Gospel no calendário oficial. Todos seguem em tramitação.

Em outubro ele movimentou as redes sociais chamando um gibi da Mônica de crime por abordar questão de gênero e quebra de preconceitos.

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