Você viajante, já parou para se lembrar e se perguntar quando foi que você criou esse gostinho por viajar ou quem foi a pessoa que te motivou? Talvez para você pode ter sido uma coisa natural ou que não teve influência de ninguém. Para mim, foi meu pai. Isso em 2009. Já tinha um sentimento para cair nesse mundão, quem sabe num intercâmbio, mesmo que de curta duração, mas nunca tinha realmente pensado na possibilidade.

Meu pai foi quem abriu a minha mente e jogou bem ali na minha frente uma oportunidade. Ele era professor da universidade em que eu estudava na época e me cutucou para me inscrever em um programa de intercâmbio na mesma instituição. O primeiro medo: não falo o idioma do país que tem a vaga disponível para o meu curso. O primeiro incentivo: faça um intensivo. Fiz, me dediquei, realizei as provas e entrevistas. Passei para estudar em uma universidade em Sevilha, no Sul da Espanha. E agora?

Ele sempre esteve ali, me acompanhando no passo a passo de tudo. Me levou para Porto Alegre para tirar o visto, arranhava o portunhol dele em casa para eu praticar e para aprendermos juntos, me ajudava a procurar todas as informações da cidade, onde morar, o transporte, como seria a universidade, as cidades das proximidades…

Partimos para Sevilha em julho de 2009. Sim, partimos. Ele foi comigo, fez questão. Claro que ele se amarra em viajar e também não iria perder a oportunidade e foi com o pretexto de me ajudar e ver que estaria bem instalada na cidade (síndrome da filha mais nova deixando o ninho). Fui com mais três meninas da mesma universidade, não nos conhecíamos, nosso primeiro contato foi quando vimos que fomos aprovadas e decidimos nos unir para resolver todos os processos para ir e morar lá.

Meu pai ficou alguns dias comigo em Sevilha e acompanhou nossa saga por encontrar apartamento. Turistamos muito, bebemos vinhos, sangrias e finos (bebida típica daquela região da Espanha), comemos muitas tapas (prato típico também espanhol), viajamos para a vizinha Algarve, em Portugal. Caminhamos muito pelas encantadoras ruas de Sevilha o dia todo, até anoitecer (e olha que isso ocorria lá pelas 21h) quando encerrávamos em algum bar. Foi massa, temos muitas e boas lembranças desses dias (fotos nem tanto, afinal não era a época de smartphones ainda).

Depois disso, ele me incentivou a ir em outro intercâmbio, foram seis meses fora e duas visitas dele durante este período. Desta vez em Orlando, nos Estados Unidos. Curtimos muito também e vivemos momentos mágicos.

Obrigada pai, por me encorajar e ver que há tanto para se conhecer neste mundão, para se aprender e sentir. Obrigada por poder oportunizar tudo isso e ainda ter tido você ao meu lado. Feliz Dia dos Pais, meu parceiro! Qual vai ser a nossa próxima parada?

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Fonte: grupoodp.com.br

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